quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Carta: "Uma Delusão"

Série "Cartas Perdidas", Nº 34

Sim, sempre notei seu profundo ceticismo à minhas investidas tímidas, de forma ainda que subliminar.

Sempre percebi o caminho inevitável que se tornou esse lugar. Essa maldita capital! Essa cidade que simplesmente me tornou um enorme beco sem saída, tanto pessoal como profissional.

Notei que a melancolia do asfalto quebrado e malcuidado dessas ruas não eram à toa, refletiam o céu, que estava praticamente da mesma cor das tão sofridas ruas e vielas triste desse pedaço esquecido de mundo.

“Mas com você era diferente!” Será?

Nunca foi nada além de ilusão atrás de ilusão... nossa grande e curta ilusão, ou poderia dizer só minha? Somente e unicamente a minha ilusão? Só uma visão à longo prazo de algo impossível?

Seu sorriso era apenas virtual? Ou real? Ou uma mistura dos dois, uma mistura profana dos dois mundos que na verdade é um só?

É você, e sim, fantasiei demais.

Pra coroar esse enorme bolo com uma pequena cereja, fingi ser um grande piadista, fazendo gracejos, fingindo ser uma mistura de “Don Juan” com “Mark Darcy” em alguma comédia romântica idiota de baixo orçamento e bilheteria pior ainda de Holywood...

Sim, resultados previsíveis, suas respostas vagas, prolixas, esquivantes e tão profundas como uma poça de água, são o mínimo esperado de uma paixão rápida esquentada em um micro-ondas em um final de semana qualquer, muito embora pra mim teria sido real, teria te amado assim com a mesma intensidade que os personagens idiotas do filme, mas na vida real, e de verdade, com força e intensidade!

Te amaria com todas as forças que escrevi nesse papel e te amaria com todas as forças que atravessei o país inteiro pra poder só te dar um "bom dia", o qual nunca pude te dar por pura distração minha".

Te amaria!

Sem nenhuma dúvida!

Mas e quando vier falar comigo, serei enfático: “Me desculpe, não sei onde estava com a cabeça, acho que tinha bebido um pouco, te peço desculpas!”.

"...para dois sorrisos sinceros e viver cada instante com o desejo de os tornar sempre sinceros!"




quarta-feira, 19 de agosto de 2020

A ultima e também a primeira luz do horizonte

Série "Poesias e Devaneios", Nº 54

Nessa sensação eterna
De eterno pertencimento
Em eterna busca...

Em meu rosto senti...
Sua brisa, doce perfume
Em cada passo, andamos
A cada esquina, ruas...
Lembranças nuas
Jogadas...

Demorei pra dizer, mas disse
No seu rosto demorei
Saber quem és...
Destino pronto!

É seu cheio
Minha aura! De paz?
Amor de destino
É meu lugar final...

Coração aqui deixei...
Em cada esquina
Em cada porto
Em cada píer
Deixei aqui
Aqui mesmo, com Você...

Deixei minh'alma
Eu deixei meu amor pra você
Deixei minha alma enterrada 
Cada grão de terra
Eu sou você e você é eu
Somos um só

Quando pudemos enfim
Sentir!
Eu no seu rosto
E você no meu rosto
Sua pulsação!
Pudemos enfim entender

Eu estou longe
Mas meu lugar é aqui
A cada esquina, ruas...
Lembranças nuas
Jogadas... em você

Em você é só você...
Sempre foi...

Seus lábios de brisa
De águas calmas
E lábios quentes
Das calmas águas

Sonhei
Nessa sensação eterna
De eterno pertencimento
Senti em meu rosto sua brisa
Seu doce perfume!
E lábios quentes
Das calmas águas...

Sua brisa...
Seu cheiro...
Sua paz...


Vou por onde o vento me tocar
Vou soltar as asas pra voar
Liberdade, liberdade pra sonhar



terça-feira, 18 de agosto de 2020

Transborde libertário sobre o preço e o valor

Série "Reflexões Pessoais", Nº 55

Não existe preço de um serviço ou produto que seja justo, somente valor justo. Se o preço é menor do que o valor que você dá ao produto, você faz a troca pois achou justo. Acontece que o valor é subjetivo e cada um dará um valor diferente a um mesmo produto de mesmo preço. Alguém que ganhe salário mínimo talvez ache justo pagar 50 centavos num pão francês, alguém que ganhe 100 mil por mês vai achar justo pagar 5 reais no mesmo pão, não porque eles acham caro ou barato, mas porque para eles mais vale um pão do que o dinheiro que eles pagam pelo produto, simples.

Não existe exploração sem coerção, você só é explorado se uma empresa te obrigar a consumir o produto ou serviço. Se uma empresa aumenta em 100 vezes o preço de um produto de um dia para o outro, vai comprar quem mais precisar ou, se não houver quem esteja disposto a pagar, a empresa ou abaixa o preço ou vai à falência. Não existe direito a pagar somente aquilo que se quer por um produto. O preço dele será ao mesmo tempo o máximo que os consumidores estão dispostos a pagar pelo mínimo que a empresa precisa vender para obter lucro.

"Empresário malvadão" é aquele que usa o estado para lucrar, seja através de patente, propriedade intelectual, fazendo lobby para regulamentar o setor para impedir concorrência ou ainda cartelizar o mercado, o que só é possível com estado, é impossível haver cartel numa sociedade livre, e é impossível um empresário prosperar no livre mercado sem atender a demanda dos consumidores, seja através de preços, qualidade, etc. Acabe com o estado e o empresário estará à nossa mercê, ao nosso dispor.

Usando apenas um exemplo anedótico: imagine que não exista estado e todos os hospitais sejam privados. Não existe regulamentação, logo, qualquer um pode concorrer no mercado. Não existe imposto, então o preço que pagamos hoje por atendimento de saúde privado seria diminuído, sem impostos diretos sobre preço dos medicamentos e insumos médicos, sem impostos indiretos sobre a folha salarial dos funcionários e em toda a cadeia produtiva desde cavar minério numa mina até o médico passar o bisturi no paciente, não existem patentes nem propriedade intelectual, logo o produto ou serviço que for melhor e mais barato será mais copiado e diminuirá ainda mais o valor. Se diminui o valor, mais pessoas podem consumir o serviço de atendimento médico privado, até mesmo os mais pobres.

Só que você pode estar esquecendo que agora sem estado, qualquer um pode trabalhar onde quiser, pelo valor que quiser ou abrir a empresa quem quiser sem pagar nada para o estado. Se você reduz o custo para se manter no mercado, terá mais lucro e poderá investir esse lucro para ter a melhor produção possível. Para ter a melhor produção possível você deve ter os métodos mais eficientes, e o mais importante, tratar bem os funcionários e mantê-los motivados, seja através de um salário maior, de plano de carreira e outros mimos empresariais. Se as pessoas, mesmo as mais pobres agora ganham mais, podem dispender desse dinheiro para ter saúde privada que se tornou muito mais barata.

É uma bola de neve "do bem". Quanto mais livre o mercado, maior o lucro, maior a concorrência e mais pessoas terão acesso a produtos e serviços, isso aumenta salários, diminui a pobreza e aumenta o bem estar do indivíduo, que vai passar isso para frente. O estado impede isto pois os indivíduos que dele fazem parte precisam do dinheiro dos que produzem para viver, e para ter esse dinheiro eles não produzem nada, só tomam de quem produz, do mais rico ao mais miserável e indefeso indivíduo da sociedade. É cruel, pois o estado é o maior destruidor de riqueza, impede os pobres de saírem da pobreza, mata direta ou indiretamente através das suas leis, da sua presença, tudo disfarçado de uma instituição necessária para se viver, nada mais errado.


“Um dos piores erros possíveis é julgar políticas pelas suas intenções ao invés de por seus resultados”
Milton Friedman





sexta-feira, 12 de junho de 2020

Combinação: Personalidade histriônica, sinalização de virtude, histeria coletiva


Série "Reflexões Pessoais", Nº 54


Não importa o que é ontologicamente certo, mas o que se conquista com as aparências.

Nesse embalo histérico, esse tipo já perdeu o senso do ridículo, muito em função de encontrar eco comportamental na bolha em que vive, talhado pelo SENSO DE PERTENCIMENTO, em que todos emulam o mesmo comportamento de exibicionismo moral, elogiando-se a si mesmo, em um processo de autopersuasão e retroalimentação mútua. Nesse ambiente, não há freios morais e referências racionais para lhes chamar à RAZÃO. É um verdadeiro processo de imbecilização, totalmente na contramão da transcendência humana.

Esse tipo de pessoa é perigosa, porque ela passa a agir conforme os anseios primitivos. Não oferta estabilidade e confiança nas relações porque são desprovidas de racionalidade e equilíbrio psicológico. Sua visão de mundo e ações são necessariamente impelidas pela busca da admiração, pelo reconhecimento social, usando o culto à causa como meio, independentemente das consequências e daquilo que é substancialmente justo.

Por isso, são as pessoas mais propensas a cometer barbaridades, a se inclinar ao erro e a prejudicar o próximo. Afinal, o indivíduo, o próximo, enquanto pessoa de direitos, foi objetificado, virou apenas uma coisa, ora um instrumento, ora uma barreira para a causa política. Não por outra razão que as manifestações "BLM" são violentas, hediondas e assassinas. Pessoas morrem, já não interessa. Pessoas matam, já não interessa. O que interessa é a causa pela causa.

O discurso divisionista é o verdadeiro mal social. O racismo não pode ser superado com o discurso divisionista reverso. Porque o mal não pode ser vencido pelo mal; mas o mal é vencido pelo bem (Rm 12.21). O racismo precisa ser neutralizado, não sobreposto por outro.

À medida que os frágeis e histéricos, especialmente os de personalidade histriônica, se deixam dominar pelo efeito da SINALIZAÇÃO DE VIRTUDE, o discurso divisionista ao revés ganha volume, a espiral do silêncio é instaurada no imaginário coletivo e o supremacismo racial reverso será aceito.

O racismo deve ser combatido, repita-se. Porém, todo esse movimento é desequilibrado, e atesta um rasteiro e irracional histerismo coletivo daquilo que se chama de Religião Política. É a fé metastática descrita por Eric Voegelin acerca dos movimentos revolucionários.
 

Os BLM (Black Lives Matter) fazem uso do acrônimo ACAB (All Cop Are Bastards) como logotipo em seus atos de vandalismo. O ACAB foi criado pelos skinheads da Inglaterra na década de 60, o grupo mais racista da história moderna.


domingo, 10 de maio de 2020

O moço, o trem e o destino.

Série "Curtas", Nº 48


O moço, um menino curioso é agora um homem confuso, não sabe se embarca se fica, se suas razões são reais ou se as criou.

O trem já tem todo o seu trajeto escrito, já percorreu longos caminhos, suas experiências criaram marcas profundas, ele segue em frente.

O destino, ainda não sabemos se é vilão ou herói, mas esse colocou o moço e o trem no mesmo lugar, na mesma estação, o moço não sabe se entra, e o trem não sabe se vai.

Graciela Camargo



"Na vida podemos escolher vários caminhos, pessoas e como queremos viver, mas os batimentos do nosso coração é involuntário, não escolhemos por quem ele vai bater e quando vai parar de bater."

domingo, 3 de maio de 2020

Quais os limites entre os três poderes?

Série "Reflexões Pessoais", Nº 53


O buraco é mais embaixo, bem mais embaixo que Maia e os cretinos do supremo estão vendo.

"Democracia", "instituições" e "Estado Democrático de Direto", desde que a população elegeu Bolsonaro a imprensinha adestrada, "Rodrigos Maias" e os Supremos falam essas palavras sem parar... dizendo que defender esses conceitos é uma obrigação de todos.

É mesmo?

Será que as pessoas sairiam as ruas aos milhões caso o STF e o congresso fossem efetivamente fechados? Com esses deputados e esses ministros aí, duvido muito que alguém sairia, e esses putos sabem disso, eles não gostam de falar a respeito mas a única "instituição" que mantém esses cretinos empoleirados no poder hoje são as forças armadas.

Uma democracia, para sobreviver, precisa antes de tudo que os cidadãos a defendam – e eles só vão defender o sistema democrático se estiverem convencidos de que há razões claras para fazer isso, ou seja, se julgarem que as instituições merecem realmente ser defendidas. No caso do Brasil, pouca gente acha que essa pasta que está aí merece algum tipo de defesa.

Se a conduta pública e objetiva de "Nhonhos", "Batorés" e ministros do STF ("semideuses") é um insulto diário ao cidadão, porque esse cidadão deveria defendê-los?

Vivemos num país em que 55.000 indivíduos se beneficiam de uma aberração, inédita no mundo, chamada “foro privilegiado” – ou seja, a lei brasileira diz, com todas as letras, que essa gente tem mais direitos que os outros 200 milhões de brasileiros. Não podem, simplesmente, ser julgados perante a Justiça comum pelos crimes que cometem.

Nosso congresso dispensa apresentações, num país onde 50% das pessoas não tem esgoto, os nobres deputados não aprovam uma lei permitindo que empresas privadas forneçam esgoto, porque querem continuar mamando em estatais falidas, ineficientes e corruptas, onde a ineficiência é premiada com mais verbas.


O que dizer do STF, onde há ministros que conduzem inquéritos criminais secretos, censuram órgãos de imprensa ou absolvem donos de empresas de ônibus que roubam o erário, impõe ao País um estado de insegurança jurídica permanente e está destruindo a possibilidade de se prever o que é certo e o que é errado.


E temos o poder executivo que manda sua polícia agredir cidadãos, algemar mulheres...

É essa democracia aí que o povo deveria defender acima de todas as coisas?




 Qual o preço da Democracia?
 

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Profundo e Platônico

Série "Curtas", Nº 47


Como eu te disse uma vez
"Platônico"
Mas o contrário de disso seria o que exatamente?
"Profano" ou "carnal"
Não sabemos explicar
Expectativas crescem, e vontades também
E descressem na mesma velocidade.
E seu coração permanece um mistério absoluto.
Como fossas oceânicas abissais.
Mais ainda me permito tentar descobri-lo.
Aos poucos.
Devagar.
Sem pressa.
Dia a Dia.
Da forma que os dias passam.
Sem você perceber.
Sem perceber.
Sem....perceber....


E de onde viemos portas estão fechadas
E para onde vamos e ninguém sabe


quinta-feira, 9 de abril de 2020

Te falta algo, mas não ligo, a cidade nunca para!


Série "Poesias e Devaneios", Nº 53


Te falta algo, mas esse algo, não me é necessário, não está vazia, o que te preenche agora, é outra coisa.

Quando eu te vi pera primeira vez, eras outra

Sair a caminhar pela ruas, sem rumo, para conhecer a cidade, e fui parar rapidamente no vale no Anhangabaú, que onde vão parar todas as almas e águas,

Olhei para esse mar e não conheci entre por que parte da ponte tinha crianças dormindo na rua e la na parte de cima de prédios gigantes, helicópteros voavam

E quanto eu entrei no metrô de Santa Cecília, vi uns cartazes com fotos de 1918, que diziam: "São Paulo não pode parar!", é difícil para quem já vinha de fora
e difícil para quem já está.

Dizem que a natureza poderia tomar conta de tudo em pouco tempo, eu gostaria de ver mas acho que consigo imaginar...
  
... Pois posso ver pássaro carcomendo cimento, posso ver trepadeiras abraçando e destruindo esse império...

Vim como muitos... Para dar certo

Torço para dar certo, minha vida se foi pra dar certo.

Mas não ligo se der tudo errado...a natureza sempre toma tudo que a gente acha que a gente achou que era nosso... Só espero que os pássaros vençam essa batalha.

"Vês a glória do mundo? É glória vã,
nada tem de estável, tudo passa!
Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa!"



terça-feira, 24 de março de 2020

O mundo nunca mais será como antes!

Série "Reflexões Pessoais", Nº 52


Toda a enxurrada de tantas más notícias, o clima de pânico que se instalou em todo o mundo e a neurose quase histérica com as notícias alarmantes chegando de várias partes do mundo, preocupam sobremaneira.

Mas nem tudo é negativo, nem tudo é ruim, e algo virá pós tudo isso.. bem positivo para compensar todo este estresse que mesmo não querendo, estamos todos passando neste início de nova década, que esperávamos melhor, que almejávamos, e que precisávamos!

Estávamos vindo de fato de quatro anos de atividade econômica baixa, passando por uma fase de transição radical, onde a maioria tinha esperança, mas após a virada do ano, o quadro é de grande apreensão.

A exemplo do que tem ocorrido na bolsa de valores, onde a cada queda superior a dez por cento, acontece uma parada de reflexão, o mesmo deveria ocorrer com esta parada de isolamento forçado.

Para todos comento que o melhor a fazer é refletir sobre os temas da vida, especialmente sobre as razões da nossa existência e o sentido que devemos dar a ela antes e depois disso.

Tudo isso acaba por envolver políticos, empresários, imprensa, trabalhadores, aposentados, líderes e o povo em geral, para que saiamos desta situação difícil, em melhores condições do que tínhamos antes.

Nesse momento de isolamento e reclusão, vemos que não somos melhores do que ninguém e a partir disso basearemos nossa conclusão, que espero seja para o bem geral da pátria.

Tendo ou não tendo dinheiro, e mesmo sem opções para gastar, ou mesmo com dívidas, sem condições de pagar, a situação fica bem semelhante: pouco ou quase nada pode ser feito por ambos.

Muitos infelizmente perderão emprego, outros perderão empresas, só não podemos perder é a motivação. Quando a tempestade passar, estaremos todos cheios de esperança num futuro melhor.

Pelo tempo de convívio maior com nossas famílias, melhoraremos. Pelas horas a mais passadas com amigos, melhoraremos. Com o descanso forçado por este isolamento, melhoraremos.

Com certeza teremos novas ideias, novos planos, novos objetivos e novas metas. Uma vida nova nos espera e o bom é que por não termos passado por isso antes, não sabemos como será.

De certo, só que o mundo nunca mais será o mesmo. Nunca mais seremos como antes. Com tudo de ruim que originou isso, após a tempestade, virá a bonança!

VAMOS VENCER!



"Mas é claro que o sol...Vai voltar amanhã...Mais uma vez, eu sei."



quarta-feira, 18 de março de 2020

Lampejo interno

Série "Curtas", Nº 46


Essa consciência de si mesma; tem, consciência de si, de seus semelhantes, de seu passado e das possibilidades do seu futuro. Essa consciência de seu próprio e curto período de vida, do fato de haver nascido sem por vontade própria e de ter morrer contra a sua vontade, de ter de morrer antes daqueles que ama, ou estes antes dele, a consciência de sua solidão e separação, de sua impotência ante às forças da natureza e da sociedade, tudo isso faz da sua existência apartada e desunida uma prisão insuportável.

E tudo reflete à nossa busca desesperadora por achar um sentido nisso tudo

"A consciência é uma pequena lanterna que a solidão acende à noite."