segunda-feira, 17 de abril de 2017

Quando o fim chega para um Velho Pescador

Série "Poesias e Devaneios", Nº 39


Uma só metade, sou, sucintamente
Brevemente, serei novo
Logo, inteiro, descano eternamente

As ondas trazem sal
Fúria, amor, tranqüilidade
Ondas lavam sobre mim
Trazem do mar a reciprocidade

Eu não consigo entender
O sol estava tão brilhante
Esses últimos goles, aqui vou estender

Dizem que por quão longe a casa se encontra
O mar é minha terra, meu senhor
Eu encontrei, enfim, meu lugar
Serei a costa por onde a onda adentra

Meu dever já foi lido, liberto
Os gritos já foram silenciados
De onde a água encontra a terra
Na costa onde vejo o mar aberto

Morte passada,
Tempo passado, 
Vamos dormir


Dedico essa pequena poesia às pessoas que a onda já levou, mas que ficarão pra sempre em nossos corações.

V. S. Rezende *1943 † 2017
A. Ribeiro *1937 † 2017


"Tudo é passageiro. E do fim, não se escapa."



3 comentários:

Anônimo disse...

Aos que se foram desejo que descansem em paz ao lado de Deus. Aos que ficaram desejo força para superar a perda e seguir em frente lembrando sempre dos bons momentos.
A saudade me acompanhará por toda a vida :(

Anônimo disse...

Aos que se foram desejo que descansem em paz ao lado de Deus. Aos que ficaram desejo força para superar a perda e seguir em frente lembrando sempre dos bons momentos.
A saudade me acompanhará por toda a vida :(

Denise Reis disse...

Texto lindo