sexta-feira, 9 de junho de 2017

Tolos que se julgam Sábios

Série "Reflexões Pessoais", Nº 26


Eis uma pergunta para aqueles que possuem o mínimo de consciência a respeito da lastimável conjuntura intelectual em que se encontra o povo brasileiro: Dentre vocês quem não conhece alguém que, assim como graúda parte da população tupiniquim, está envolto pela mais deprimente ignorância, porém que em determinado momento teve a necessidade de aprender algo específico e, ao fazê-lo, passou a sentir-se tão superior aos demais ao ponto de colocar a si mesmo em um pedestal de arrogância e julgar-se como modelo de elevado padrão para todos os outros?
Pois bem, infelizmente a mentalidade (ou mendacidade) acadêmica no Brasil é responsável por criar um dos ambientes que formam milhares de indivíduos aptos a se portar dessa maneira. São alunos que aviltam o conhecimento ao utilizá-lo como mero meio para conseguir um fim como, por exemplo, quando desejam apenas ganhar um título que lhes possibilite prestar um concurso público (eles simplesmente ignoram o fato de que o conhecimento, per se, já deve ser o mais nobre fim para quem o estuda). Então, após realizar as suas efêmeras intenções, colocam-se como suprassumos de suas respectivas sociedades. Em síntese, pelo conhecimento meramente específico que possuem em relação aos demais populares de seus convívios julgam-se, pateticamente, superiores em todos os sentidos reais e hipotéticos. Apesar disso a grande maioria dessas pessoas costumam ser taxadas como arrogantes pelos demais, mantendo, deste modo, os seus imaginados prestígios apenas para a esfera das suas próprias imaginações.
Dos vários indivíduos com este tipo deplorável de comportamento, pouquíssimos se tornam proeminentes nas suas respectivas áreas do saber. Sujeitos diferenciados como esses não demoram a se destacar na sociedade e a serem envoltos por ignaros bajuladores que os ajudam a desenvolver uma certa quiromania narcisista entorno dos seus respectivos atributos. Estes, assim como o tipo que descrevi no parágrafo anterior, também se enxergam como modelo para sociedade, porém existem três substanciais aspectos que os diferem. Primeiro: eles são melhores naquilo que se propuseram a fazer. Segundo: em decorrência disso pensam, de maneira flagrante, que podem ou devem opinar em todos os tipos de assuntos, mesmo aqueles que fogem claramente as suas limitadas esferas de conhecimento. Terceiro: infelizmente eles costumam ser levados muito a sério pelas demais pessoas por estas não possuírem percepção suficiente para notar certos erros afirmativos que os denunciam (como a contradição), bem como por não possuírem parâmetros comparativos diretos e interesse investigativo.
Para dar um exemplo concludente desse tipo de sujeito é necessário retornar ao ambiente universitário, só que dessa vez eles não serão facilmente encontrados entre alunos, mas sim entre aqueles que exercem o magistério. Exemplos não faltam: é o professor de contabilidade que resolve interromper sua aula para falar que a legalização do aborto é necessária; é a professora de história que, após um discurso sobre justiça social para grupos LGBT, resolve passar um questionário para saber se os alunos são favoráveis a aprovação de leis mais rígidas contra a homofobia; é o palestrante que deveria falar sobre direito romano e acaba divagando sobre a importância das cotas raciais para mitigar a desigualdade social que oprime os pobres pretos desprivilegiados, etc.
É evidente que todos os exemplos acima possuem algo em comum: são pessoas que defendem os lobbies existentes na militância esquerdista atual. Por causa disso o leitor já deve estar imaginando que aqueles que o proferem são militantes do socialismo. Acontece que o presente texto não trata sobre esse tipo distinto de indivíduo que utiliza, conscientemente, uma posição privilegiada que ocupa para fazer proselitismo ideológico. Se assim o fosse, provavelmente, ao decorrer do presente já haveria citado nomes como o da Marilena Chauí, que é “professora” de filosofia da USP.
O tipo específico de professorado ao qual me refiro não são pessoas que possuem militância política alguma, entretanto são aqueles que, por possuírem um conhecimento distinto, se acham detentores de grande sabedoria e, por isso mesmo, agem como proficientes entendedores de quase todos os assuntos possíveis. Essas pessoas lêem os periódicos, assistem a palestras de certos doutores que exercem militância velada, e alguns até mesmo lêem os livros do momento que foram aprovados pelo Ministério da Educação. Tudo isso objetivando, em seguida, regurgitar para os seus despreparados alunos um monte de informações altamente tendenciosas e questionáveis até o último caractere como se fossem verdades irrefragáveis.
Então por que todos os exemplos que citei se referem à militância esquerdista? Simples: Porque no Brasil a mídia, o ambiente escolar desde o maternal até as universidades, os filmes, as novelas e tudo mais são claramente dominados pela pérfida mentalidade socialista. E não é de se estranhar que, em um país onde a oposição ao socialismo seja a sua co-irmã social democracia, isso aconteça. Logo, torna-se natural que o tolo professor acredite, pela repetição extenuativa, que tais lobbies são dogmas intocáveis e que se no mundo existe alguém capaz de contestá-los, essa deve ser uma pessoa que não estudou o suficiente ou que é mal intencionada. Frente a um contestador desse tipo o tolo propagandista se vê plenamente apto para defender aquilo que não entende, dessa forma, cumprindo o seu papel como um grande idiota útil que é.
Para esses tolos que se julgam sábios, eu encerro esse texto deixando um trecho da Bíblia Cristã que encontra-se em Provérbios, capítulo 26, versículos 11 e 12:
“Um cão que volta ao seu vômito: tal é o louco que reitera suas loucuras. 
Tu tens visto um homem que se julga sábio? Há mais a esperar de um tolo do que dele”.

                             
                                 O espantalho se achando inteligente após o Mágico de Oz lhe dar um diploma de universidade. 

2 comentários:

Eduardo Costa disse...

A soberba é a parte dianteira da humilhação!

Eduardo Costa disse...

Cota "racial" pra mim simplesmente não faz sentido. Cota por cor de pele ou por critérios subjetivos e "raciais" é perfeitamente análoga à Eugenia praticada durante a Alemanha Nazista.

Como vão definir quem entra na "cota" e quem não entra? E se um loiro de olho claro e cabelo liso se declarar negro? Vai ter uma "comissão racial" pra analisá-lo e definir que ele não se enquadra na "raça" adequada para adquiri o direito da cota?

Quem que não enquadrar no "Gesetz zum Schutze des deutschen Blutes und der deutschen Ehre" tupiniquim que se exploda né mesmo?

Isso já aconteceu antes na nossa história...